Publicado por: Aline Cornely em: 30/10/2009
Quem me conhece sabe que eu sou a prova de que os sonhos se realizam. Se você tem um sonho que parece, à primeira, à segunda e à terceira vista, impossível. Tudo bem… Se todos dizem que seu objetivo não se realizará. Não dê ouvidos. Não ligue para eles. Siga seu coração, sua intuição, seu instinto, seu sexto sentido, seu anjo da guarda. Mesmo que você não acredite, você os têm. Se você persistir, acreditar, superar as dificuldades e tiver paciência, ele vai se realizar. Uma mandinga aqui, uma rezinha para o seu santo de fé ali, uma simpatia acolá sempre ajudam, é claro. Mas o mais importante é você não desistir da luta, confiar em si e não tomar o caminho mais fácil. Ontem foi um dos dias mais felizes da minha vida. Quem me conhece também sabe do meu sonho profissional: poder juntar música com jornalismo. E EU CONSEGUI! Eu não caibo em mim de felicidade. Espero que agora ela não me abandone mais. Seja minha companheira fiel e permanente.
Fui meio exagerada, como é o meu costume, dizendo que não falta mais nada. Claro que tenho muitos outros objetivos para alcançar. Mas, sinceramente, poder ser realizada pessoalmente e profissionalmente, ou seja, estar em Porto Alegre pertinho de todos que amo e poder trabalhar com o que amo já é bom DEMAIS. Eu REALMENTE tenho motivos de sobra para ser feliz. E MUITO feliz. Graças a Deus!!!
Publicado por: Aline Cornely em: 23/10/2009
Hoje é aniversário do meu pai Jonas Silvestre, meu herói, meu ídolo, meu exemplo. Na verdade, já foi, já passou a meia-noite… Foi ontem, 22 de outubro. Só estou escrevendo agora pois passei a noite com ele. Fui mexer na papelada do site dele – que devo finalizar até o domingo, dia da festa – e encontrei um texto que ele me deu esses dias (“batido” à maquina de escrever, ou melhor, datilografado). Em homenagem aos 64 anos do meu pai, resolvi digitar aqui este texto e dividi-lo com vocês. O autor é Rudyard Kipling, o mesmo que escreveu o conto original Mogli, o Menino da Selva, depois reinterpretado no desenho animado da Disney. É um dos mais bonitos poemas de pai para filhos. O pai cria os filhos para o mundo e este poema é o fechamento dourado de seu trabalho. É de enorme sabedoria… Espero que gostem!
Se…
de Rudyard Kipling
Tradução de Guilherme de Almeida
São Paulo, maio de 1936
Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!
Porto Alegre, 23 de outubro de 1964.
P.S.: Nossa! Reeeeeeeeeeeeealmente, nada que acontece em nossas vidas é por acaso. Qual não foi minha surpresa ao digitar AGORA, segundos atrás, a data. Há 45 anos exatos, meu pai leu este texto e, de tanto gostar, o copiou, datilografando-o. Ele tinha 19 anos e um dia… Obviamente, eu não era nem nascida. Ele nem sonhava que dali a 45 exatos anos, sua filha (que ele nem imaginava que teria), o digitaria em seu blog para dividir com seus amigos. É a vida… É bonita, e é bonita… Por essas e por outras “surpresas”, a vida se mostra muito mágica e fantástica de se viver.
Publicado por: Aline Cornely em: 09/10/2009
Sou muito observadora… E olho sempre para tudo. Ontem, fui na farmácia de manipulação Dose Certa, aqui perto de casa, e colei o olho na parede, ou melhor, no mural. E li um texto que chamou demais a minha atenção, devido ao título, uma receita de vida de uma jovem(-velha) senhora. Como alguns sabem, ando muito interessada com a percepção de vida das pessoas que vivem a terceira idade. Alguns dizem que é a melhor. Não sei… Quando eu chegar lá eu conto para vocês… Ainda estou na primeira. Ehehehheh…
Sou jornalista, mas, mesmo assim, às vezes caio nas armadilhas dos títulos atraentes. E o texto cumpriu o que prometeu! Cara de pau que sou perguntei à atendente se ela tinha o arquivo do texto no computador. Ela disse que tinha. Então, pedi para ela me enviar por e-mail. Aaahhh, e daí, né? E ela mandou! Resolvi dividir com vocês. P.S.: o autor é desconhecido. Leiam:
RECEITA DE VIDA DE DONA CACILDA
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 8 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas…
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto… Espera um pouco…
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada… Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo ‘treino’ pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Depois me pediu para anotar:
COMO MANTER-SE JOVEM… (não de corpo, mas de espírito)
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade,o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre: aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja… Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. ‘Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.’ E o nome do Alemão é Alzheimer!
4. Aprecie mais as pequenas coisas.
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios… VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama: quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refúgio.
8. Tome cuidado com a sua saúde: se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa
10. Diga às pessoas que as ama a cada oportunidade.
Publicado por: Aline Cornely em: 08/10/2009
Como já disse no post anterior, escrevo desde sempre. Quando era criança escrevia nas agendas do colégio. Em 1995, na 6ª série, com 11 anos, uma das perguntas da identificação da agenda era: um desejo? Sabem o que eu respondi? Vencer na vida e fazer alguma coisa! Mãos à obra, então, Aline de 2009! 14 anos depois, meu desejo permanece o mesmo.
Hoje, o futuro é o presente. A Aline de 11 anos gostaria de ser a Aline de 25? Teria orgulho dela? Com certeza absoluta, SIM!!! Na certa, ela jamais imaginava ser o que sou hoje. Ehehehehhe… Mas se pudesse ter visto o futuro, na época, acharia o máximo!
Devo sempre fazer de tudo para orgulhar a pessoa mais importante da minha história: EU! Nem sempre é, nem sempre será possível, é claro. Afinal, sou humana. Mas quando eu erro, me arrependo e me esforço para não cair em tentação novamente.
O mais legal agora é pensar no seguinte: quem a Aline de 25 quer ser no futuro? Quem eu quero ser e o que eu quero ter (não adianta, vivemos no capitalismo…) daqui a 10 anos, por exemplo? Minha imaginação fértil vai looonge e penso um zilhão de coisas, que vão ficar só na minha cabecinha.
Um filme nacional que tem tudo a ver com esse meu pequeno texto é “A Dona da História”, de 2004, do Daniel Filho, com Marieta Severo, Débora Falabella, Antônio Fagundes, Rodrigo Santoro e Fernanda Lima no elenco. O filme conta a história de uma mulher em crise consigo mesma que passa a relembrar seus sonhos de adolescência, questionando as decisões que mudaram sua vida. Muito legal, recomendo! Abaixo segue o trailer para atiçar ainda mais a curiosidade de vocês.
Publicado por: Aline Cornely em: 30/09/2009
Finalmente! Depois de anos e mais anos, crio o meu blog! Uau! E foi tão rápido, tão fácil. Ah, se eu soubesse que seria assim… Uma barbada! Faça o seu também. Eu recomendo.
Resisti muito à ideia de registrar publicamente meus pensamentos, devido ao simples fato de querer preservar minha privacidade. Mas, vai saber, né? Afinal, como canta a Ana Carolina, na música Pra Rua Me Levar (letra de Totonho Villeroy), “palavras me aguardam o tempo exato pra falar”, título deste post. Pelo jeito, o tempo exato chegou e as palavras não serão faladas, porém, escritas.
Fiz “diário” dos 13 aos 17 anos, escrevia todos os dias. Depois que a loucura de faculdade, banda, trabalho e cursos começou, não tive mais tempo. Desde lá, só escrevo em blocos ou folhas soltas, que vou guardando, ano a ano.
Escrever é minha válvula de escape. Não vivo sem um papel e uma caneta. A partir de hoje, vou tentar redigir direto aqui ou vou passar a limpo para cá o que valer a pena. O blog também servirá para exercitar a escrita. Afinal, para jornalista, escrever nunca é demais.
Este será o meu espaço, onde vou expor minhas opiniões, ideias, pensamentos, reflexões, dicas, conclusões etc. Assim, meus amigos também poderão me conhecer mais e melhor. Fiquem à vontade para comentar meus posts. Criar meu blog é mais um dos meus planos-sonhos, que estou realizando! Oba!!!
Fiquem agora com o vídeo da música linda sobre a qual falei lá em cima e que diz muito sobre o meu momento.